sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Deputado Pedro Uczai analisa semana de atividades da Câmara dos Deputados



Em entrevista à emissoras de rádio o deputado federal Pedro Uczai (PT/SC) fez um resumo das atividades e discussões ocorridas na Câmara dos Deputados durante esta semana. Entre os assuntos abordados, estão o financiamento público de campanhas eleitorais, a adoção do ‘distritão’ para as eleições legislativas e as negociatas do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) para se manter no poder.

Em relação ao financiamento eleitoral, o deputado Pedro Uczai defende que seja abolida por completo as doações de empresárias aos políticos. Na sua opinião, esta é uma relação promíscua, com potencial de 'sequestrar' a política para os interesses empresariais em detrimento dos interesses coletivos da sociedade. Para isso, citou a recente delação de Joesley Batista, do grupo Friboi, e os escândalos de corrupção que envolvem Michel Temer, acusado pelo empresário de chefiar uma quadrilha.

Ainda sobre esta questão do financiamento das campanhas políticas, Uczai acredita que a definição de valores deveria ser feita posteriormente, em projeto de lei específico sobre o tema, e não no bojo do relatório apresentado para a reforma política. O parlamentar afirma que é preciso "politizar esta questão, visto que Democracias fortes financiam publicamente as suas campanhas eleitorais para evitar a promiscuidade entre os empresários e políticos".

O professor Pedro Uczai também comentou sobre a tentativa de adotar o chamado 'distritão' para as eleições legislativas. Para ele, isso significará o enfraquecimento da democracia e dos partidos políticos. E ainda denunciou que "aqueles que defendem o 'distritão' o fazem porque estão na Lava Jato e querem se proteger", além de serem integrantes da 'tropa de choque' de Temer dentro do parlamento. "São os mesmos que votaram contra a abertura de investigações contra o presidente", completou.

As negociatas para manutenção do consórcio golpista no poder não ficaram de fora da análise semanal do deputado. "O mesmo governo que gasta dinheiro público para comprar apoio e sustentação dentro do Congresso Nacional anunciou que o salário mínimo será reajustado para baixo no ano que vem", rompendo a tradição de valorização contínua dos salários iniciadas com a chegada do ex-presidente Lula ao poder, em 2003. "O governo anunciou um novo rombo nas contas públicas, de R$ 159 bilhões, mas continua torrando dinheiro público para se manter no poder", finalizou.

Assessoria de imprensa



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